Se não destaca-se apenas um atleta na história do Fluminense, é porque são vários e igualmente importantes.
Todos conhecemos: Telê Santana; Rivelino, Romerito, Félix, Didi, Edinho, Ricardo Gomes, Carlos Alberto, Etc.
Mas se em toda história do Flu atletas merecem ser comentados, merecem que o Brasil os reconheça por seus feitos, devemos falar de Preguinho e Castilho. Com todo respeito aos ídolos do Brasil, a torcida pó-de-arroz, por esses dois, pode mais.
João Coelho Netto, Preguinho.
Nomeado grande benemérito atleta, é dono do busto na entrada das Laranjeiras.
Disputou 9 modalidades esportivas, que o fizeram um ídolo do Fluminense e do Brasil
Ganhou 387 e 55 títulos nas modalidades : futebol, natação, basquete, pólo aquático, remo, voleibol, saltos ornamentais, atletismo e hóquei sobre patins.
Deixando seu nome na história da seleção Brasileira, marcou o primeiro gol do Brasil em copas, e foi o primeiro capitão da Seleção canarinho.
Preguinho atuou apenas no Fluminense (1925 - 1935 / 1937 - 1938), recusava ganhar dinheiro do clube onde sua família era influente e em 1925 ajudou o tricolor a ganhar o título estadual de natação nos 600 metros. Ainda com a medalha no peito, pegou um táxi e se dirigiu até as Laranjeiras para ganhar no gramado o Campeonato Carioca.
Isso, é amor ao clube.
Reportagem sobre Preguinho : (comunidade "Preguinho - O Atleta do Século", 01/09/ 2006)
O Brasil teve seu Super-HomemAutor do primeiro gol Brasileiro em Copas, Preguinho era um multiatleta.Todo jogador de futebol vem de origem humilde e de pais pobres e ignorantes. Veja o caso de Henrique Maximiliano Coelho Netto (1864-1934), cadeira numero 2 da Academia Brasileira de Letras. O aristocrático "príncipe dos prosadores brasileiros" teve nada mais nada menos que 14 filhos. Entre eles, João Coelho Netto. Um atleta completo brilhava em nada mais nada menos que nove esportes. E carimbou a historia marcando o primeiro gol da Seleção Brasileira numa Copa. João nasceu no Rio de Janeiro no dia 5 de fevereiro de 1905. Seu pai, intelectual famoso, queria fazer do filho um atleta, começando pela natação. Pegou o garoto, jogou numa piscina. Ele afundou "como um prego". Nascia o apelido. Com 11 anos de idade, Preguinho já estava nos quadros infantis do Fluminense. Estreou no time principal em 1924, e aos 19 anos já vestia a faixa de campeão carioca, o primeiro de quatro títulos estaduais. Ele ainda seria o artilheiro Estadual em 1928 e 1932. Na soma, faria 184 gols com a camisa tricolor. Palavras do craque: "Eu nem sabia falar direito e o Fluminense já estava inteiro em minha alma, em meu coração e em meu corpo"Parece exótico nos dias de hoje imaginar que um jogador pudesse abandonar o futebol por se negar a ganhar dinheiro. Foi o que aconteceu com Preguinho, que desistiu da carreira no ano da profissionalização, em 1933. Assim como é impossível imaginar um ser humano tenha ganhado 387 medalhas (maioria de ouro) e 55 títulos no Fluminense participando das equipes de futebol, vôlei, pólo aquático, hóquei sobre patins, natação, remo, atletismo e saltos ornamentais. Além de campeão e cestinha de basquete marcando 711 pontos.
Um dia que ilustra a vida desse quase super-homem aconteceu em 1925, quando Preguinho ajudou o tricolor a ganhar o título estadual de natação na categoria dos 600 metros. Ainda com a medalha no peito, pegou um táxi e se dirigiu até as Laranjeiras para ganhar no gramado o Torneio Início. Preguinho estava no gramado do Parque Central de Montevidéu no dia 14 de Julho de 1930, na estréia da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo. A Iugoslávia fez 2x0 no primeiro tempo. No segundo, Preguinho marcou o primeiro gol do Brasil em um Mundial - mas o jogo terminou 2x1. Teve só mais uma partida, 4x0 na Bolívia (2 gols de Preguinho), e o Brasil voltou pra casa. Preguinho foi o mais completo esportista que o Brasil já conheceu. E hoje, fora uma estátua na sede do Fluminense, está devidamente esquecido.Na madrugada de 29 de Setembro de 1979, dona Linda, sua esposa, acorda preocupada no apartamento simples em que moravam nas Laranjeiras. Ela vai até a sala e encontra o marido, de 74 anos, olhando para o diploma de "Benemérito Atleta"que tanto o orgulhava, dado pelo Fluminense, enquadrado na parede. Dona Linda o convence a voltar para a cama. No dia seguinte o maior e mais completo atleta que Brasil já produziu estava morto. Morto e esquecido, num país sem gratidão nem memória.
Agora Castilho...
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
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